Sobre a procura da perfeição

Há dias em que parece que tudo corre bem, que todas as peças encaixam no sítio certo.

Não é a maioria dos dias.

Tão bom se fosse, não é? Não teríamos de ajustar o plano, de mudar o rumo, de respirar fundo em vez de dizer aquelas palavras que nos apetece mesmo. De conter as lágrimas, tantas vezes.

Os dias em que as peças não encaixam, inesperadamente, dão-nos vida. Dão-nos resiliência, capacidade de inventar, de superar, de lidar com o que não está tão arrumado assim.

A frustração permite-nos ver o que não está de acordo com as nossas expectativas e reajustar a rota.

Hoje, o que não me corre bem, eu vou ver com outros olhos: porque me está a irritar? O que não correu como eu queria? O que tenho eu de fazer (ou deixar de fazer) para mudar isso? Como posso conseguir uma vida mais a meu jeito?

Que lições tiro dos dias em que nada encaixa? Estes têm muito para me ensinar.


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